Há versões de mim que já não existem. Ficaram pelo caminho, deixadas para trás cada vez que precisei aprender a sobreviver a uma nova dor.
Algumas eram mais ingénuas, outras confiavam mais, amavam sem medo e acreditavam que tudo podia ser resolvido com um coração aberto.
Hoje sou diferente. Carrego marcas que ninguém vê e partes de mim que precisei abandonar para conseguir continuar.
Mas já não quero lamentar quem fui. Quero respeitar todas essas versões, porque cada uma delas fez o que conseguiu para me trazer até aqui.
Talvez exista mesmo um cemitério dentro de mim, mas também existe uma mulher que continua viva. E essa mulher merece aprender a viver sem pedir desculpa por ter sobrevivido.